Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Vencedores Nacionais

É com muito orgulho que informamos todos os nossos visitantes que o blog da equipa "DizQueSim", permitiu que a Escola Secundária C/3.º CEB de Santa Maria da Feira se tornasse numa das 10 Escolas do Futuro!

Os nossos sinceros parabéns a todas as outras equipas/escolas vencedoras, bem como a todos os outros que demonstram tanto empenho e criatividade ao longo do concurso.

O que vem a seguir? A fase televisiva! Uma dura competição entre as 10 equipas vencedoras.

Muito boa sorte a todos os que nela participam!

Um abraço da equipa,

DizQueSim

 

sentimo-nos: Vencedores!
publicado por Diogo Costa às 01:51
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Domingo, 4 de Março de 2007

Quarta Semana - Género Publicitário

 

 

 

Olá pessoal!

Parece que chegamos à última semana... ao último dia deste concurso que ao longo de mais de 1 mês nos proporcionou óptimos momentos.

Para esta última semana, o "sapito" não nos restringiu a nenhum tema...

O nosso clã achou interessante desenvolver a tarefa em género publicitário.

Assim, criamos 2 elementos: um vídeo e alguns indoors/outdoors, ambos com a mesma mensagem.

Tanto um como outro apostam na simplicidade que contrasta com todos os outros anúncios publicitários dos dias de hoje, aos quais já ninguém presta atenção. Assim, entendemos que a mensagem deveria ser transmitida de uma forma diferente, mas que acima de tudo, resultasse.

 

Aqui está o vídeo:

 

 

E finalmente os indoors/outdoors:

 

A todos os nossos visitantes, o nosso muito obrigado pelos comentários aqui deixados!

Esperamos com este blog contribuir mais um pouco, positivamente, para o fantástico mundo que é a blogosfera!

 

A equipa,

DizQueSim

sentimo-nos: realizados
publicado por Diogo Costa às 21:11
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Terceira Semana - Reportagem

Olá a todos!

 

Chega a vez de dar resposta ao terceiro desafio! E se na tarefa da segunda semana apostámos num carácter cómico-satírico, agora abordamos a questão de uma forma "mais séria".

Pois bem, está na altura de apresentarmos a nossa reportagem, subordinada ao tema "Ridendo Castigat Mores" e o Auto da Barca do Inferno.

Optamos por realizar esta tarefa sob a forma de vídeo. Porquê? Porque consideramos ser o recurso mais apelativo, uma vez que inclui simultaneamente imagem e som, mas também porque, de uma forma geral, é o meio mais eficiente para transmitirmos informação, não fossem a televisão e a Internet os media mais utilizados no que diz respeito à obtenção de informação na sociedade dos nossos dias.

Assim, é importante referir que o vídeo foi desenvolvido com o objectivo de ser utilizado, por exemplo, num jornal televisivo.

Na reportagem, abordamos de uma forma simples, mas completa, a obra por nós seleccionada e justificamos a razão pela qual o provérbio latino "Ridendo Castigat Mores" se ajusta perfeitamente a este feito literário. Quisemos ainda compreender o porquê de os alunos serem tão receptivos ao estudo da mesma. Para tal, baseámo-nos no testemunho directo da comunidade estudantil.

Deixemo-nos de palavras e passemos à acção!

 

 

 

Disponiblizamos a reportagem em formato de texto, como mero anexo ao vídeo anterior.

 

"Ridendo Castigar Mores" e o Auto da Barca do Inferno

 

Ridendo castigat mores”, expressão latina que significa “a rir criticam-se os costumes”, é a frase que melhor resume a intenção e o estilo próprio de Gil Vicente, poeta e dramaturgo português do séc. XV, conhecido por todos nós.

Esta expressão é a forma mais adequada de iniciar a abordagem do “Auto da Barca do Inferno” ou “Auto da Moralidade”, pelo facto de nesta obra ser bastante evidente a sátira social que, através do seu cómico, critica a sociedade, tentando assim denunciar tudo aquilo que na opinião do autor era merecedor de atenção e mudança.

É certo que Gil Vicente não foi o criador do teatro português, mas foi com ele que este transcendeu o estado embrionário em que se encontrava, desde o século XIII, e passou para um nível mais elevado, mais moderno, tal como diz Luís Francisco Rebello em “A História do Teatro Português”, “Gil Vicente é ao mesmo tempo, o derradeiro medieval e o primeiro dramaturgo moderno. E essa é talvez a faceta mais importante daquela unidade que, acima de tudo, caracteriza a sua obra”.

O autor criou um teatro à parte da pré-história e fê-lo enquadrar-se na sua própria contemporaneidade.

Assim, além de ser um espantoso feito literário, a obra vicentina possui algo enérgico que sobressai espontaneamente em cada parágrafo, em cada linha, em cada palavra que a constitui, ou seja, a obra retrata a sociedade portuguesa do seu tempo. O escritor vê nela todos os pormenores que a caracteriza tais como as suas classes sociais, os seus vícios, e os seus impulsos intelectuais e religiosos.

Já Deniz-Jacinto nos dizia em “O Tempo Encontrado”, “...foi ainda um corajoso denunciante da venalidade dos grandes, não poupando até a mais alta hierarquia eclesiástica.”

Devido a isto, e para conseguir abranger o máximo de características possível, Mestre Gil usou personagens tipo, que iam desde personagens divinas e diabólicas, passando por todas as classes.

Este facto é bem evidente no “Auto da Barca do Inferno”, obra escrita em 1517, pois nela interagem personagens tão diferentes e únicas como o Anjo, o Diabo, o Fidalgo, o Onzeneiro, o Parvo, o Sapateiro, o Frade, a Alcoviteira, o Judeu, o Corregedor, o Procurador, o Enforcado e os Quatro Cavaleiros.

Mas por que razão pretendeu Gil Vicente juntar personagens tão distintas numa só obra? Por uma simples razão: pelo facto de ansiar atingir o fundo da questão, chegar ao íntimo do que o rodeava e do que observava quotidianamente.

Então, decidiu usar, na sua obra tão singular, personagens que, por serem tão diferentes, conseguem caracterizar grupos inteiros, pois identificam a maioria das características que definem um determinado estereótipo. Por exemplo, o Fidalgo, com o auxílio de símbolos como o pajem, o manto e a cadeira, caracteriza a nobreza, pelo seu modo tirano, vaidoso e poderoso. O Frade simboliza o Clero, pela presença de símbolos como a moça, o casco, o broquel, a espada e o capelo (característico da vida religiosa). O mesmo se vai passando com todas as outras personagens.

As personagens do Auto da Barca do Inferno podem ser encontradas, ainda hoje, no nosso dia-a-dia, se não vejamos: o Onzeneiro, que emprestava dinheiro e que pedia o dobro ou o triplo de volta, pode ser comparado com o actual monopólio da Banca, os seus sistemas de créditos e os juros aplicados; a Alcoviteira, com as suas meninas e o seu jeito depravado, pode ser hoje comparada com as donas de bordeis, que ganham a vida com a exploração e gestão da prostituição; o Procurador e o Corregedor, que actuam não sobre uma justiça com regras definidas e claras, mas segundo os seus princípios e interesses particulares, podem ser comparados com o sistema judicial actual, onde a justiça é muitas vezes difícil de se conseguir e sobretudo muito lenta.

Existem no total 13 personagens que, uma a uma, vão entrando em cena.

O Fidalgo é a primeira, e vem acompanhado pelo seu pajem, que lhe carrega a cadeira. Este é escolhido como primeira personagem deste Auto, uma vez que era objectivo do autor cativar os espectadores, neste caso a Nobreza, devido ao facto das suas peças serem representadas na corte. Ele procura a salvação argumentando que partiu muito repentinamente e que, além disso, merecia alguma consideração, pois era “fidalgo de solar”. Porém, estes argumentos de nada lhe valem pois, para o Anjo, nenhuma destas justificações é realmente pertinente e digna de ponderação.

Assim, de modo a justificar a sua atitude de negação, o Anjo acusa-o de, ainda em vida, ter oprimido, explorado e desprezado o povo e de sempre ter tido uma atitude vaidosa e presunçosa.

Por fim, quando se apercebe de que já não tem como argumentar a sua tão desejada entrada na Barca da Glória, resigna-se à evidência de que o seu novo destino está já marcado: terá de entrar na barca ardente. É neste momento que usa expressões como “Ó barca como és ardente!”, ou “Maldito quem em ti vai!”.

Além desta personagem, como já dissemos, Quase todas as outras vão também para a Barca do Inferno. São excepção a personagem do Parvo e dos 4 Cavaleiros. O primeiro, graças à sua ingenuidade e inconsciência dos seus actos e, estes últimos, pela virtude das suas acções, não chegam sequer a aproximar-se da Barca do Inferno, indo directamente para a Barca da Glória.

Com isto, ambas as barcas seguem o seu próprio caminho, uma em direcção ao Inferno, e outra em direcção ao Paraíso, terminando assim a obra.

É de realçar que a personagem do Judeu vai a reboque na barca do Inferno. Isto é importante uma vez que vincula o carácter católico de Gil Vicente, não aceitando o Judeu nem dentro da barca do Inferno.

Gil Vicente utilizou ao longo da obra três tipos de cómico: o de situação, o de linguagem e o de carácter.

Este auto é assim uma obra que sobressai na literatura portuguesa quer pela sua intemporalidade, quer pelo seu estilo cómico-satírico único.

Os objectos da crítica Vicentina – a corrupção na justiça, a prostituição, a ganância, a usura, a vaidade, a presunção do estatuto social, entre outros – ainda fazem parte da sociedade portuguesa contemporânea porque o cómico que criticava implicitamente a sociedade quinhentista consegue, ainda hoje, criticar-nos provocando-nos o riso.

Foi este o objectivo principal de Vicente: criticar de uma forma cómica mas nem por isso explícita e, assim, alterar os costumes de uma época marcada pela falta de valores que se estendeu até aos nossos dias, ou talvez corrigir os costumes, respeitando assim o ideal “ridendo castigat mores”.

 


FONTES:

 

- DENIZ-JACINTO, TeatroII – “O Tempo Encontrado”, Porto, Lello & Irmão Editores, 1992

 

- REBELLO, Luís Francisco, História do Teatro Português, 4ª ed. Revista e ampliada, Colecção Saber, Lisboa, Publicações Europa-América, 1989

 

- VILELA, Ana; GUERRA, Dalila, Uma leitura de Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente - 9.º Ano, Porto, Porto Editora, 2000

 

- Auto da Barca do Inferno. Acedido em: 27, Fevereiro, 2007. WIKIPEDIA, http://pt.wikipedia.org/wiki/Auto_da_barca_do_inferno

 

- Gil Vicente. Acedido em: 26, Fevereiro, 2007. WIKIPEDIA, http://pt.wikipedia.org/wiki/Gil_Vicente

 

- História da Literatura Portuguesa. Acedido em: 26, Março, 2007. Enciclopédia Universal Multimédia On-Line, http://www.universal.pt/scripts/hlp/hlp.exe/multimedia?tipo=1&p=1&texto=

 

- Idade Média. Acedido em: 27, Fevereiro, 2007. WIKIPEDIA, http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia

 

 

sentimo-nos: autênticos jornalistas!
publicado por Vanessa às 23:28
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Domingo, 18 de Fevereiro de 2007

Segunda Semana - Entrevista a Gil Vicente

Boas pessoal!

 

Esta semana o nosso querido SAPO pediu-nos uma entrevista com o nosso autor...

Pois bem, passámos momentos bem complicados até conseguirmos achar uma forma de entrevistar alguém já falecido, mas...

Bem, ficámos estupefactos!

O que à primeira vista parecia ser impossível, tornou-se realidade!

Gil Vicente? Aquele que morreu há quase 500 anos?

Enganam-se! Está vivo, e de boa saúde! A nossa equipa teve o prazer de o entrevistar, e assim conseguir completar a tarefa da segunda semana!

Queres dar uma espreitadela?

 

Primeira Parte

Gil Vicente está vivo e de boa saúde

 

Segunda Parte

A Entrevista

 

Making Of

Apresentamos, como complemento dos vídeos, o guião da nossa entrevista, o qual inclui, todas as perguntas e respostas. É de referir que as nossas gravações não seguiram à risca este guião, pelo que poderás encontrar ligeiras diferenças...

 

VANESSA – Boa noite... Bem-vindos a mais um DizQueSim, o nosso programa semanal. Esta semana temos connosco Gil Vicente. Mas, afinal, quem é este homem?
GIL VICENTE – Ora quem sou eu? Pois bem, eu sou um simplório que virou estrela de castelo! É que aquilo por lá é uma escuridão... Se não há mesmo uma estrelinha a orientar… imaginem… Pois bem, fui fazendo umas peças – os autos, como se diz por aí – e a realeza foi curtindo a cena (se é que perceberam o trocadilho) e foram-me, digamos, contratando para escrever. Depois peça puxa peça, mais uma animaçãozita, mais isto, mais aquilo, e lá fui eu ficando famoso pelas comédias que escrevi...
 
ALÉXIS – Hmm... E o que pensam os seus filhos do seu trabalho?
GV - Ah eles pensam muito bem! Pensam que eu escrevo muito bem... Pensam que as minhas peças são só para a comédia… Mas enganam-se! Eu nunca fui realmente bom na escrita. Eu tenho é um amigo de um amigo dum primo meu que percebe da coisa e lá me vai dando umas dicas. Sem ele as minhas peças não eram nada. E quanto a isso de só serem feitas para a comédia também está mal! Porquê? Porque esse amigo do amigo do meu primo escreve que é uma beleza, mas aquilo não tem piadinha nenhuma e, então, o quê que faço? Ora eu pego na escrita lá do rapaz e espeto-lhe com a crítica em cima! Sim, porque a sociedade do meu tempo está uma valente me*[sinal de corte]! Está tudo mal, e, a meu ver, tem que ser tudo mudado. Daí a constante crítica.
 
V – Claro, compreendemos! Em que momento da sua vida é que descobriu a escrita? E em que circunstâncias isso aconteceu?
GV - É como já lhe disse: eu conheci um amigo dum amigo...
A – (interrompendo) ...de um primo seu...
GV - ...eeeexacto... e ele lá me foi incentivando a escrever... Depois como não tenho mais que fazer… observo, observo… e de vez em quando lá me inspiro. Depois foi só tomar-lhe o gosto.
 
V – Diga-me Vicente, considera-se uma pessoa criativa?
GV - (a olhar para trás, por cima dos ombros) Quem?! Eu?! Criativo?! Naah!!! Quer dizer... Sim!!! Ora bem… Se desdobrarmos a palavra criativo em cria+activo, sim, sim! Crias tive 5 e, para tal, foi necessária alguma actividade. É por isso que mantenho esta boa forma, que poderia ser ainda melhor, mas aquelas donzelas lá da corte…
 
A – Pois, sim... Já percebi o seu lado criativo... e... relativamente aos seus conhecidos, aos seus colegas, o que dizem eles acerca do seu trabalho?
GV - O mesmo que os meus filhos.. “ah e tal, escreves bem!” Ao que eu respondo: “pois ora então muito obrigado”. Mas claaaroo, que eu sei muito bem o que se passa por trás! Mas não sou estúpido! Quero é ficar com os louros da coisa... oh... (em terra de cegos quem tem um olho é rei e, por aqueles lados, ninguém anda a ver nada...)
 
V – Existem pontos comuns nas suas obras?
GV – Pois, claro que sim!
A – Então? Quais são?
GV - A crítica, a comédia, o ponto de interrogação e o de exclamação... São realmente os pontos que mais uso. Mas se entendermos comum por vulgar, então terei que dizer que é o ponto final (que é coisa que precisava ser feita na altura, pôr um ponto final na coisa [estado degradante da sociedade]).
 
V - Sente que a sua crítica é diferente da que os seus contemporâneos fazem (e da que se faz actualmente)?
GV - Uma crítica é sempre uma crítica, logo como é que as críticas podem ser diferentes? É obvio que a crítica que eu faço é idêntica à que os outros fazem. A maneira como a fazem é que é diferente. Mas isso deve-se ao amigo do amigo do meu primo, claro... Quanto à crítica que se escreve actualmente, penso que basicamente foca os mesmo pontos: o de exclamação e de interrogação, mas, sinceramente, o ponto final da coisa… nem vê-lo! Também acho que quanto à crítica em si, os críticos de hoje criticam as mesmas classes sociais: as mais altas, as médias, e as baixas, (é tudo uma questão de alturas [tempos e classes sociais]).
 
(VOZ-OFF [30 SEGUNDOS] - NOTÍCIA DE JOSÉ SÓCRATES)
 
GV – (Espantado) Quem é esse tal José Sócrates???
V – É o nosso actual primeiro ministro.
GV – Nobreza?!
A – Comparando ao seu tempo, sim...
GV – Ah... então era logo para a barca do Inferno.
V – Desculpe??!
GV – Disse que vou apontar isso no meu caderno, para não me esquecer...
V – Ahh! (Olha para o Aléxis e encolhe os ombros)... Bem mudando de assunto...
A - Na sua crítica, como trabalha as personagens tipo? Procura apanhar todos os pormenores?
GV - Todos, todos, não que isso dá muito trabalho, como é óbvio! Mas, é bem verdade que, na caracterização, são os pormenores que nos ajudam a construir o essencial.
 
V – Gil, nas suas obras tem alguma atitude parcial?
GV - Tenho tenho: normalmente quando critico uma classe social critico logo outra. Portanto, trabalho aos pares... Sou parcial...
A+V –  (Trocam olhares desentendidos)
 
A – Para si quais são os limites da crítica?
GV - O limite inferior ou superior?
A+V – (Olham um para o outro e fazem uma cara de desaprovação, juntamente com o som "Hmmm"...)
GV – Bom... quanto ao inferior, o limite é estar calado. Quanto ao superior, é chamar nomes a alguém. Tipo, “oh seu ladrãozito de tigela cheia” ou “esses campónios que têm a mania que plantar batatas é que é vida”. Então e a arte?! Já não se valoriza quem faz arte?
 
V - Tinha de ter algum cuidado com a forma como expressava as suas críticas, para evitar problemas na corte?
GV - No início mais: há sempre os que não são distraídos e ficam para lá enfonados... Mas com o tempo foi só dizer-lhes que sim senhor, que tinham muita razão e pronto! Agora é só rir… é só rir…  
 
 
A - Como prepara as suas obras?
GV - Com papel, pena, e uma conversita de ao pé de orelha, com o amigo do amigo do meu primo...
 
V - Como incluiria a sociedade actual na sua sátira social tão singular? Que grupos abordaria?
GV - A classe alta, a média e a baixa. Os personagens também não mudavam muito: os tipos saúde… educação… finanças… os guerrilheiros de palavras, que se chamam…Como é mesmo?!
A+V – Os políticos?
GV - Os políticos!... Os das ciências… da religião… e os como eu… Homem de arte.
 
A - Considera um trabalho duro, criticar a sociedade dessa forma?
GV - Não! É bem molezinho. Quer dizer, às vezes é um bocadinho duro, sim... Às vezes tenho de ir de coche para a cidade ao lado, para falar com o amigo do amigo do meu primo e aquela porra é dura como tudo!
 
V - A sociedade tem razões para estar “zangada” consigo?
GV - (Faz-se de assustado) Quem?! A sociedade?! A do meu tempo ou a do seu?
A - A do seu...
GV - Depende do ponto de vista. Se forem aqueles morcões que a gente paga uma "bjeca", ali na tasca, e eles ficam caladinhos, esses são estúpidos demais para saberem o que é ficar zangado...
 
V - Até que ponto a sua crítica/o seu trabalho o tornou um homem melhor?
GV - Lá está… Vistas bem, bem, mas mesmo bem as coisas,... não tornou! Agora se as virmos assim de longe, eu diria que não só me tornou melhor, mais divertido pelo menos, como também terá tornado a nossa sociedade melhor... Disse alguma asneira?! Já sei! Vocês não notam diferença! As coisas não mudaram tanto assim! Mas ponham vocês o ponto final na situação! É suposto este ser um trabalho de continuidade!
 
V – Bom... julgo que não temos mais questões a colocar...
GV – Óptimo... já se está a fazer tarde e tal, tenho que voltar para a minha dimensão...
 
A – Foi um prazer tê-lo connosco nesta edição do DizQueSim, muito obrigado pela sua disponibilidade.
 
V – Por hoje é tudo, até para a semana…
GV – Quem?! Eu?! Eu não volto cá outra vez!!
V – Não, não, deixe lá... Até para a semana…

 


 

FONTES:
 
- Gil Vicente. Acedido em: 26, Fevereiro, 2007. WIKIPEDIA, http://pt.wikipedia.org/wiki/Gil_Vicente
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publicado por Diogo Costa às 20:43
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Gil Vicente - Vida e Obra

Quem foi afinal Gil Vicente?
 
Não se sabe ao certo muito acerca de Gil Vicente. A maior parte das informações que temos acerca do escritor foram decifradas a partir das obras que escreveu. Muitas vezes é associado com o autor da Custódia de Belém e com o mestre de Retórica de Manuel I, o 14.º rei de Portugal.
 
Fig. 1 - Gil Vicente como costuma ser representadoGil Vicente, enquanto dedicou a sua vida ao teatro, desempenhou também tarefas de músico, actor e encenador. É considerado o pai do teatro português, e por alguns, pai do teatro ibérico uma vez que escreveu para além fronteiras, tendo desenvolvido dramaturgia com Juan del Encina, poeta espanhol.
 
A data de nascimento de Vicente continua a ser uma incógnita, sendo atribuídos os anos que vão desde 1460 a 1470, sendo 1465 o mais aceite. Da mesma forma, também não se sabe ao certo onde terá nascido, sendo atribuídas várias regiões de Portugal para o seu nascimento. No entanto, o local mais provável terá sido em Guimarães.
 
Sabe-se que estudou em Salamanca, Espanha.
  
Vicente casou-se com Branca Bezerra, de quem teve 2 filhos, e mais tarde quando esta faleceu voltou a casar-se com Melícia Rodrigues, tendo tido no total 5 filhos.
 
O seu primeiro trabalho foi uma peça em castelhano chamada "Monólogo do Vaqueiro", que foi representada nos aposentos da rainha D. Maria, consorte de Manuel I, tendo sido esta representação o arranque da história do teatro português, embora já existissem algumas peças de outros autores, mas pouco notórias.
 
O sucesso das suas obras foi tão grande que os reis para os quais Gil Vicente desenvolvia as suas peças convidaram-no a tornar-se responsável pela organização dos eventos palacianos.

E como já dissemos, o nosso escritor não se ficava pela escrita das peças! Ele próprio encenava-as e representava-as!


Pensa-se que morreu em 1536, em lugar desconhecido, porque é a partir desta data que se deixa de encontrar qualquer referência ao seu nome nos documentos da época, além de ter deixado de escrever a partir de então.

 

Como já dissemos, os registos biográficos são poucos, no entanto optamos por apresentar os anos com os acontecimentos mais marcantes relativos à vida do autor:


 

 E quais são as suas obras?

Apresentamos uma lista com as obras mais importantes do autor, e os respectivos anos de criação:

  • Auto Pastoril Castelhano (1502)
  • Auto dos Reis Magos (1503)
  • Auto de S. Martinho (1504)
  • Auto da Índia (1509)
  • Auto da Fé (1510)
  • Auto das Fadas (1511)
  • Auto da Sibila Cassandra (1513)
  • Comédia do Viúvo (1514)
  • Quem tem farelos (1515)
  • Auto dos Quatro Tempos (1516)
  • Auto da Barca do Inferno (1517)
  • Auto da Barca do Purgatório (1518)
  • Auto da Barca da Glória (1519)
  • Auto do Deus Padre (1520)
  • Cortes de Júpiter (1521)
  • Auto da Fama (1521)
  • Pranto de Maria Parda (1522)
  • Farsa de Inês Pereira (1523)
  • Auto Pastoril Português (1523)
  • Auto dos Físicos (1524)
  • Farsa das Ciganas (1525)
  • Breve Sumário da História de Deus (1526)
  • Diálogo dos Judeus sobre a Ressurreição (1526)
  • Nau d'Amores (1527)
  • Farsa dos Almocreves (1527)
  • Auto Pastoril da Serra da Estrela (1527)
  • Auto da Feira (1528)
  • Auto da Festa (1528)
  • O Clérigo da Beira (1530)
  • Jubileu d'Amores (1531)
  • Auto da Lusitânia (1532)
  • Romagem de Agravados (1533)
  • Auto da Cananeia (1534)
  • Floresta de Enganos (1536)

 

Fontes:

- Gil Vicente, acedido em 11, Fevereiro, 2007, Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gil_Vicente

- Gil Vicente, acedido em 10, Fevereiro, 2007, Aprender Português: http://pwp.netcabo.pt/0511134301/vicente.htm

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publicado por Aléxis às 00:00
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

E nós? Quem somos?

Fica a conhecer quem está por trás do blog!

Disponibilizamos um vídeo onde poderás conhecer um pouco mais de cada um de nós.

Nota: O vídeo pode demorar alguns instantes a carregar.


Já agora, apresentamos-te a nossa escola, disponibilizando algumas fotografias, para que a possas conhecer:

Nota: Para visualizares a galeria de fotos, clica em "Ver Todas".

sentimo-nos:
publicado por Vanessa às 23:57
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Bem-vindo!

Olá!
 
Bem-vindo ao blog do clã/equipa “DizQueSim”!
 
Permite-nos informar-te que este blog se insere no âmbito do concurso SAPO Challenge II – Fase Criar, uma iniciativa da PT (para mais informações clica aqui).
 
Ao longo de 4 semanas ser-nos-ão colocados desafios aos quais todas as equipas inscritas deverão responder. Assim, durante este período de tempo, o nosso blog será regularmente actualizado.
 
Foto de GrupoSomos: Aléxis Oliveira e Tiago Sá, de 18 anos; Diogo Perez, José Silva e Vanessa Sá de 17 anos, e constituimos a equipa "DizQueSim", responsável por este blog.
Frequentamos a turma A do 12.º ano do curso de Ciências e Tecnologias (Agrupamento 1), da Escola Secundária C/3.º C. E. B. de Santa Maria da Feira.
 
Somos um grupo heterogéneo, enriquecido pelas diferenças de cada um e de todos, mas unidos por interesses comuns, entre eles, a leitura, o desporto, a arte, a música, a tecnologia, o gosto por cultivar amizades, mas sobretudo gostamos de construir os nossos próprios projectos ou de responder a desafios que se encaixem, de alguma forma, neles, possibilitando-nos crescer em conhecimentos e evoluir como pessoas. Gostamos especialmente de grandes projectos e grandes desafios que exijam trabalho e nos coloquem à prova a cada instante.
 
Este concurso, tal como o anterior (SAPO Challenge I), constitui um momento privilegiado neste contexto e por isso estamos aqui. Não é só um desafio competitivo, mas alia o conhecimento e a tecnologia à literatura, sendo esta um instrumento indispensável ao património cultural de cada um de nós.
 
Nesta fase da segunda edição do SAPO Challenge, o concurso aliou-se ao Plano Nacional de Leitura (para mais informações clica aqui) e dá agora a possibilidade a cada clã, de escolher uma obra de um autor português consagrado. Uma vez seleccionada a obra, o clã deverá abordá-la, de acordo com o que lhe é solicitado semanalmente.
 
E porque este é um "Auto", ou seja, um momento solene, decidimos dar as mãos e embarcar nesta viagem, desafiando o Inferno, contra todos os demónios, que é como quem diz, decidimos homenagear Gil Vicente e seleccionar o “Auto da Barca do Inferno”, para dar resposta a este desafio.
 
A escolha de Gil Vicente deve-se ao facto de haver um sentimento de grande admiração, comum a todo o grupo, por este autor. De facto, Vicente é um ícone da literatura portuguesa, um grande crítico da sociedade do seu tempo, mas intemporal na mestria da escrita, da crítica reflexiva, da arte e da representação.
 
A escolha da sua obra, o “Auto da Barca do Inferno”, deve-se ao facto desta obra ser rica de elementos religiosos e místicos, geradores de tanto interesse por parte da sociedade, passível de dramatização; contemplar um vasto leque de grupos sociais, sendo as suas personagens tão intemporais quanto a obra, ou seja, continuam a suscitar interesse na sociedade de hoje.
 
 
Esperamos que concordes connosco, que consultes o nosso blog, durante estas 4 semanas, e que este seja motivador para as tuas consultas, que seja esclarecedor e instrutivo, o suficiente para que passes a admirar Gil Vicente tanto quanto nós.
 
A equipa,
DizQueSim
sentimo-nos: a trabalhar bastante!
publicado por Diogo Costa às 23:55
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